A Crise Climática lançou no ar a questão: viajar ou não viajar?

Decolar ou não decolar? Embarcar ou ficar em casa a ver navios?

A Crise Climática lançou uma questão moral sobre a esteira rolante dos viajantes: decolar ou não decolar? Embarcar ou ficar em casa a ver navios? É claro que estou exagerando e é claro que o bom senso vai nortear as nossas decisões. Mas fato é que nos últimos anos, consumismo e viagens passaram a andar de mãos dadas pelos 4 cantos do planeta. Estou falando dos anos pré-pandemia. Nunca se viajou tanto, para tantos e tão diferentes lugares. Quanto mais distante e mais exótico o destino, melhor para os perfis nas mídias sociais.

Às vésperas de uma mudança radical e sem retorno no clima do Planeta Terra, e enquanto ainda não inventaram um avião ou navio elétrico, é importante saber o peso das pegadas de carbono que uma viagem acrescenta nas nossas emissões pessoais de CO2. E para começar, existe sim uma relação direta entre as emissões de carbono e o degelo das calotas polares.

Conhecimento ajuda o viajante combater a Crise Climática

Uma família de 3 pessoas que faz uma viagem internacional gera cerca de 2.5 toneladas de dióxido de carbono, que é mais ou menos a quantidade anual de CO2 produzida per capita – por pessoa, no Brasil.

Vale saber que a média mundial de emissão de CO2 é de quase 5 toneladas de CO2 per capita. E que a Austrália, os Estados Unidos, o Canadá, a Rússia e a Arábia Saudita estão entre os países que mais emitem CO2, variando entre 17 e 12 toneladas per capita.

E pior do que viajar de avião é viajar de navio, que usa um tipo de combustível altamente poluente, emitindo até 4 vezes mais dióxido de carbono por quilômetro do que um avião. Isso sem falar no ar que os passageiros respiram no interior dessas embarcações. Talvez, como consequência da pandemia de COVID-19, as companhias de cruzeiros marítimos estejam implementando filtros mais eficientes e saudáveis mas, até então, a qualidade do ar dentro dos navios chegou a ser comparada com o ar de algumas das cidades mais poluídas do mundo.

Conhecimento é o primeiro fator que vai ajudar o viajante a combater a Crise Climática. Consciência vem em seguida.

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